A região do Douro Superior estende-se desde o Cachão da Valeira, na borda do Cima Corgo, e prossegue até à fronteira com Espanha. É uma região árida e agreste. O facto de ser mais afastada ajuda a que sua paisagem e biodiversidade sejam melhor preservadas e isso contribui para o carácter, charme e personalidade da região.

Devido à posição geográfica, existe maior amplitude entre o calor do dia e o frio das noites. Estas elevadas amplitudes térmicas (as temperaturas chegam aos 50ºC no Verão) e uma pluviosidade muito reduzida proporcionam condições extremas que permitem fazer vinhos excepcionais.

O Douro Superior é uma região rica em castas autóctones.

Entre as principais variedades tintas sobressaem a Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinto Cão, Tinta Amarela. Entre as brancas destacam-se a Malvasia Fina, Viosinho, Gouveio, Rabigato e Moscatel Galego. Essa diversidade manifesta-se principalmente nas vinhas velhas onde dezenas de castas diferentes estão misturadas numa única parcela.

As vinhas misturadas são um dos sinais mais distintivos e identitários da viticultura duriense que preservamos, dando continuidade a esta forma de plantio.

O Douro Superior é hoje em dia é considerado como um dos ‘terroirs’ com mais potencial no Douro.

O Douro Superior, profundamente marcado pelo rio Douro e seus afluentes – Côa, Sabor e Tua – é um território riquíssimo em património natural e cultural. Os maiores “trunfos” do Douro Superior são o Alto Douro Vinhateiro e os Sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa, no Parque Arqueológico do Vale do Côa, ambos classificados como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

A TERRA